Davi Neves

Admirador da Nouvelle Vague francesa e de Humberto Mauro, foi um dos idealizadores e uma espécie de “líder afetivo” do Cinema Novo. Foi crítico de cinema no jornal O Metropolitano, ajudando a concretizar o Cinema Novo como um forte movimento cinematográfico.

Teve obra marcada pela abordagem lírica de personagens femininas: Memória de Helena, Lúcia MacCartney, uma garota de programa, Luz del Fuego e Fulaninha. A esse último somou-se Muito prazer e Jardim de Alah, sua trilogia de crônicas sobre a Zona Sul do Rio de Janeiro.

Em documentários, focalizou personalidades da cultura brasileira e do futebol, como Flamengo paixão, de 1980. Lançou o livro Cinema novo no Brasil em 1966, e a coletânea de digressões e poemas Cartas do meu bar em 1993, onde diz que se esforçava por “atingir a essência da rotina”. O livro foi prefaciado pelo ensaísta e crítico paulista Francisco Luiz de Almeida Salles.

Faleceu em 1994, aos 56 anos.

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