sobre a Mapa

Villa-Lobos

Fundada em 1965 por Zelito Viana, Glauber Rocha, Walter Lima Jr., Paulo Cezar Saraceni e Raymundo Wanderley Reis, a Mapa Filmes do Brasil inicia sua história com a finalização do longa-metragem Menino de engenho, de Walter Lima Jr. 

O primeiro filme foi A grande cidade, dirigido por Cacá Diegues, com produção de Zelito Viana e a partir daí tornou-se uma das principais produtoras do Cinema Novo.

Entre os longa-metragens produzidos, destacam-se: Terra em transe e Dragão da maldade contra o santo guerreiro, de Glauber Rocha, Na boca da noite, de Walter Lima Jr., Quando o carnaval chegar, de Cacá Diegues, O segredo da múmia, de Ivan Cardoso, O homem que comprou o mundo e Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho, Os condenados, Morte e vida severina, Terra dos indios, Avaeté, Villa-Lobos, uma vida de paixão, de Zelito Viana, O gerente, de Paulo Cesar Saraceni e Batuque dos astros, de Júlio Bressane entre outros.

Entre as produções de curta-metragem, destacam-se: Oitava Bienal de SP (1965), de Carlos Diegues, Maranhão 66 (1966), de Glauber Rocha; Rodovia Belém-Brasília (1972), Choque cultural (1977 – entrevista com Celso Furtado), Terra molhada (1994), de Zelito Viana; SOS Brunet (1988), Por dúvida das vias (1989), Feliz aniversário, Urbana (1996), de Betse de Paula.

Vera de Paula, diretora executiva da Mapa Filmes

Trabalhos para TV e vídeo incluem: Imagens da história, série de programas educativos com textos de Eduardo Coutinho para a Rede Brasil e Canal Brasil (2002); O canto e a fúria, especial para home vídeo sobre o poeta Ferreira Gullar e sua poesia; o documentário Canção brasileira, sobre a cantora Sueli Costa; programa para o IBGE O país é este, análise dos resultados do Censo 2000. Na série Arte para todos, cinco colecionadores contam a história das artes plásticas no Brasil, do período barroco ao contemporâneo; Caminho Niemeyer, programa comentado pelo Oscar Niemeyer e Ferreira Gullar; Augusto Boal e o Teatro do Oprimido, de 2016; o média metragem A arte existe porque a vida não basta, homenagem ao poeta Ferreira Gullar; a série Manual de sobrevivência para o século XXI, com direção de João Amorin para o Cinebrasil TV.

Participações em festivais

Muitos dos filmes da Mapa Filmes representaram o país em importantes festivais e foram premiados, como O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969), de Glauber Rocha, vencedor do Prêmio de Direção no Festival de Cannes. Em recente eleição da revista VEJA, dos dez maiores filmes brasileiros de todos os tempos, a Mapa é responsável por dois: Terra em transe, de Glauber Rocha e Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho. 

Em 2015, a Mapa Filmes completou 50 anos. Ao longo das décadas, produziu, além de filmes para cinema (longas e curta-metragem), comerciais, especiais para a TV aberta e mais recentemente, programas para canais por assinatura. Foram mais de duas dezenas de filmes em parceira com alguns dos maiores diretores de cinema no Brasil, como Cacá Diegues, Walter Lima Jr., Paulo Cesar Saracenni, Roberto Pires, Julio Bressane, Carlos Alberto Prates Correia, Arnaldo Jabor, Paulo Alberto Monteiro de Barros, Betse de Paula, Joaquim Pedro de Andrade, David Neves, José Jofily e Daniel Filho.

Em 2018, a Mapa Filmes iniciou seu Núcleo de Digitalização e Restauro, coordenado por Aarão Marins, executivo com mais de vinte anos de experiência em tecnologia, digitalização e restauro em audiovisual.

Além da promoção de núcleos criativos e o apoio à formação de novos profissionais do cinema, a Mapa Filmes participa e promove debates, seminários e mostras. Dentre eles, as Oficinas Culturais Cine DEGASE, atividade que se propõe a criar espaços de crítica e autocrítica sobre os direitos da cidadania, utilizando como recursos os facilitadores de diálogo como o cinema e a literatura.

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