Walter Lima Jr.

Diretor e roteirista nascido em Niterói em 1938, começou sua vida profissional escrevendo críticas para jornais diários. Em 1963, conheceu Glauber Rocha, que o convidou para fazer assistência de direção de Deus e o diabo na terra do Sol.

Seu primeiro longa-metragem foi Menino de engenho, adaptação do romance de José Lins do Rêgo. Fez em seguida Brasil ano 2000, Urso de Prata do Festival de Berlim e Concha de Ouro no Festival de Cartagena; e Na boca da noite.

Entre 1973 e 1978, dirigiu documentários para a televisão, como Os índios Kanela.

Em 1977, concluiu o longa-metragem A lira do delírio, prêmio de melhor filme no Festival de Brasília. Fez em seguida dois trabalhos originalmente destinados à televisão que tiveram versões para cinema: Joana Angélica e Chico Rei, série de oito episódios para a televisão alemã com versão reduzida para o cinema finalizada em 1985.

Em 1983 fez Inocência, prêmio de direção em Brasília e prêmio Coral no Festival de Havana; em seguida, Ele, o boto.

Nos anos 1990 dirigiu, sob encomenda de um produtor americano, O monge e a filha do carrasco, e pouco depois fez A ostra e o vento, baseado no livro de Moacir C. Lopes, selecionado para a competição do Festival de Veneza.

Em 2003, realizou o documentário em curta-metragem Thomas Farkas e, em 2005, filmou o longa-metragem de ficção Os Desafinados que estreou em 2008.

Tem ministrado cursos de direção de atores e assistência de direção para cinema no Rio de Janeiro.

Atualmente é professor no curso de Direção Cinematográfica da Escola de Cinema Darcy Ribeiro, e na Pontifícia Católica Universidade (PUC-Rio), no Rio de Janeiro.

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