Todas e todas (em produção)

Há mais de dois séculos as mulheres lutam por seus direitos e autonomia. Direito à cidadania por meio do voto, acesso à formação escolar, à integração no mercado de trabalho, à participação na vida política e ao protagonismo cultural são algumas das questões prioritárias das reivindicações das mulheres durante o último século.

Hoje assistimos a uma explosão feminista com características próprias, novas formas de fazer política, potencializadas pelo poder de amplificação das mídias sociais. Nos últimos anos, o feminismo branco começa a ser questionado e é colocado como central na luta das mulheres o respeito a seus diversos segmentos, contemplando agora recortes de raça, etnia, diversidade de orientações sexuais, faixa etária e padrões estéticos. É o que se chama a grande reivindicação por lugares de fala e interseccionalidades.

O foco da série é apresentar os novos feminismos da diferença, suas demandas, desejos, seus pontos em comum e divergências.

Episódio 1:
O Feminismo Negro enfrenta a desigualdade, o silenciamento, a discriminação o genocídio e a violência voltados para mulheres Coloca-se contra a apropriação do capital cultural afro brasileiro valorizando ideias como a interseccionalidade o lugar de fala e a afirmação estética da geração tombamento.

Episódio 2:
O Transfeminismo chega com uma luta valente por reconhecimento, contra o genocídio trans, pela inserção legal e de direitos, pela aceitação no mercado de trabalho, pelo direito dedos sujeitos de desidentificar-se com ambos os gêneros se assim o desejarem e com forte presença nas artes, na filosofia e na mídia.

Episódio 3:
O Feminismo Lésbico se caracteriza pela busca de maior visibilidade no interior do movimento LGBTQI e bissexua, trabalha prioritariamente num formato de atuação coletiva e tenta ganhar força nas expressões artísticas e culturais.

Episódio 4:
O Feminismo Indígena nos surpreende com outras prioridades: o protagonismo em lutas tradicionalmente masculinas como a demarcação de terras, a denúncia do genocídio dos povos indígenas, a luta pela conquista de lugares de lideranças nas aldeias e nos movimentos em contextos urbanos.

Episódio 5:
Feminismo Rural. A zona rural do Brasil está repleta de movimentos sociais, de mulheres engajadas, mas também é onde o nível de violência contra as mulheres é mais alto.
Mulheres rurais reivindicam que não querem ser forçadas a ir para as cidades, mas sim trabalhar e sobreviver do campo. A autonomia financeira perante os maridos é uma das questões mais importantes para sua sobrevivência.

Episódio 6:
Feminismo na periferia. Quanto maiores e mais caras as cidades e seus centros comerciais, mais as periferias se desenvolvem. Moradores de áreas periféricas passam muito tempo em transportes público e muitas vezes têm mais dificuldade financeira. Essa situação interfere diretamente com estudantes universitárias e trabalhadoras, que sofrem assédios regulares, tanto nos transportes quanto em seus locais de trabalho

Produtora executiva: Vera de Paula
Supervisão: Heloísa Buarque de Holanda
Direção: para cada episódio, convidaremos uma diretora que se identifique com o feminismo em questão.
Assistente de direção: Marcela Alvarenga
Direção de produção: Beatriz Morgana
Roteiro: Eloísa Guimarães, Vera de Paula, Heloísa Buarque de Holanda, Beatriz Morgana
Fotografia: Katiana Tortorelli
Som: Luiza Otero
Montagem: Maria Altberg/Theodora Duvivier

 

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